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O excelentíssimo senhor ministro das Finanças

Vítor Gaspar, o principal artífice da penúria em que o país vai ficar, irremediavelmente, durante décadas, engendrou durante meia-dúzia de meses um novo saque aos portugueses, cuja dimensão ainda está por apurar. Passos Coelho, o líder do PSD e, formalmente, do governo, ficou incumbido de apresentar esta nova vaga de destruição, o que fez com ar solene, na sexta-feira, às 20 horas. Para aqui chegar, contou com a cumplicidade activa do Presidente da República, que adoptou este governo como seu, e de Paulo Portas, o subalternizado parceiro da coligação governamental. O ministro das Finanças sabe melhor do que ninguém que a aplicação das medidas por si congeminadas, as anteriores e as actuais, vai fazer de Portugal um país miserável e sem esperança, com um desemprego nunca atingido, com mão-de-obra barata, sem protecção social, a emigrar para sobreviver, sem dinheiro para comer, para educar os filhos ou ir ao médico. É esse o seu objectivo e a sua missão, apadrinhada pelo PSD: reduzir à pobreza a maioria dos portugueses e à insignificância as competências do Estado na Saúde, na Educação e na Segurança Social de modo a que estes sectores de actividade se transfiram para a “competência” de grandes grupos económicos privados. Nessa altura, Vítor Gaspar voltará à Alemanha, ao BCE ou a qualquer outro poiso e, provavelmente, receberá uma medalha de mérito pelos serviços prestados, atribuída por Schauble, o ministro das Finanças alemão e seu patrono, no Bundestag, dirigindo-lhe na ocasião palavras de apreço e enaltecendo a sua “clarividência, determinação e coragem”, enquanto, por cá, o povo português o eternizará como um colaboracionista, estou certo disso, como o fez a Miguel de Vasconcelos, não o atirando pela janela por falta de oportunidade.

Vítor Gaspar sabe que todo o país sabe que é ele quem manda, quem decide, quem define o rumo do governo e do país, como só houve um caso semelhante em Portugal, o de António de Oliveira Salazar entre 1928 e 1932, com as consequências que todos conhecemos. Nem sequer o incomoda que o tomem por incompetente por falhar todas as previsões e todas as contas ou por não atingir o mínimo que lhe era exigido: cumprir as metas do défice orçamental. E muito menos o incomoda o destino da maioria dos portugueses. Ele sabe que os objectivos que pretende atingir têm um percurso a fazer: o completo falhanço do Orçamento do Estado de 2012 permitiu-lhe duplicar a dose, no mesmo sentido, em 2013; a previsível (e parece que desejada) declaração de inconstitucionalidade do Orçamento de 2013 abriu o caminho ao saque agora anunciado; e a trama consolida-se com outras manobras de diversão: agora, mais uma inconsequente conferência de imprensa do líder do CDS-PP; depois, a convocação de um conselho de Estado. É neste cenário de distorção democrática, em que quem decide se recolhe atrás da cortina, que Passos Coelho se esforça, em vão, e sem a noção do descrédito, por tapar o céu com uma peneira. Na mesma linha de há dois anos, quando disse que não retirava os subsídios de férias e de Natal ou que não despedia funcionários públicos, agora quer fazer acreditar que está empenhado em que o saque engendrado por Vítor Gaspar seja embrulhado num amplo “consenso com os partidos políticos e os parceiros sociais”, quando nem sequer com o parceiro de coligação se entende. Ou, pior ainda, querer que alguém acredite em supostas “medidas de crescimento e de fomento industrial”, entremeadas no saque de mais de seis mil milhões de euros, é o mesmo que acreditar nos milagres de curandeiros.

Já poucos tomam a sério o primeiro–ministro e, estou convicto, que este governo só cai antes do prazo se Vítor Gaspar se demitir ou se o resultado das eleições autárquicas convencer Paulo Portas que tem condições para ganhar uma fatia importante do eleitorado do PSD. Até lá, Paulo Portas continuará a marcar diferenças, como na conferência de imprensa de ontem, mas o excelentíssimo ministro das Finanças seguirá, impávido e sereno, o seu rumo.

Fonte: ionline

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